Só mulheres poderão concorrer. Mulheres. Mulher biológica é redundância.
— Adriano Soares da Costa (@asc_adriano) March 26, 2026
O Comitê Olímpico Internacional anunciou que, a partir de 2028, os esportes femininos dos Jogos Olímpicos serão restritas a mulheres segundo novos critérios definidos pela entidade. A medida será aplicada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
De acordo com o COI, a elegibilidade para participação nas categorias femininas será determinada por um teste de sexo realizado uma única vez ao longo da vida. O exame tem como objetivo verificar a presença do gene SRY, associado ao desenvolvimento de características masculinas.
A presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que a diretriz foi baseada em critérios científicos e elaborada com apoio de especialistas médicos. Ela declarou: “Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem significar a diferença entre a vitória e a derrota”.
Em seguida, acrescentou: “Portanto, é absolutamente claro que não seria justo que homens biológicos competissem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, simplesmente não seria seguro”.
Segundo o COI, o exame poderá ser realizado por meio de saliva, cotonete bucal ou amostra de sangue. A entidade afirmou: “O COI considera que o exame do gene SRY por meio de saliva, cotonete bucal ou amostra de sangue é pouco invasivo em comparação com outros métodos possíveis”.
O comitê informou ainda: “Atletas que apresentarem resultado negativo para o gene SRY atendem permanentemente aos critérios de elegibilidade desta política para competir na categoria feminina. A menos que haja motivo para acreditar que um resultado negativo seja um erro, este será um teste realizado apenas uma vez na vida”.
Atletas que não atenderem ao critério poderão competir em outras categorias. O COI declarou: “Atletas que não passarem no teste continuarão sendo incluídas em todas as outras classificações para as quais se qualificam”. A entidade acrescentou que essas atletas poderão disputar categorias masculinas, mistas ou abertas, conforme as regras de cada modalidade.
A nova diretriz também abrange atletas com diferenças no desenvolvimento sexual (DSD), condição caracterizada por variações em hormônios, genes ou órgãos reprodutivos. O COI não detalhou mudanças adicionais específicas para esses casos além da aplicação do critério genético.
Antes da definição atual, o COI delegava às federações de cada esporte a responsabilidade de estabelecer regras de elegibilidade. Modalidades como atletismo, natação, ciclismo e remo já haviam adotado restrições, enquanto outras permitiam a participação mediante controle de níveis de testosterona.
O anúncio gerou reações também no meio evangélico. A vereadora Sonaira Fernandes (PL-SP) afirmou em publicação no X: “Vitória das mulheres! #EleNão”.
Entre os casos frequentemente citados em debates sobre o tema está o da atleta Caster Semenya, bicampeã olímpica dos 800 metros, que possui cromossomos XY. Em regras anteriores, atletas com DSD que não passaram pela puberdade masculina podiam competir em categorias femininas mediante limites hormonais estabelecidos, segundo a BBC.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a exclusão de atletas transgêneros das competições femininas em todas as modalidades! O COI diz que a decisão é necessária para garantir a segurança e o bem-estar das mulheres biológicas.
Vitória das mulheres! #EleNão
— Sonaira Fernandes (@Sonaira_sp) March 26, 2026













