Rondonópolis de Fato
Advertisement
  • RONDONÓPOLIS
  • MUNDO
  • BRASIL
  • POLÍCIAL
  • SAÚDE
  • POLÍTICA
  • CUIABÁ
No Result
View All Result
Rondonópolis de Fato
No Result
View All Result
Home MUNDO

Relatório da RSF aponta desafios para futuro do jornalismo íntegro

Relatório da RSF aponta desafios para futuro do jornalismo íntegro
Share on FacebookShare on Twitter


Relatório divulgado pela organização não governamental Repórteres sem Fronteira (RSF) destaca o combate à desinformação e o incentivo à educação midiática como medidas para a garantir o jornalismo íntegro e de confiança pelos próximos 10 anos.

O documento recém-lançado contribui para os debates sobre a profissão, lembrada nesta terça-feira no Brasil, como o Dia do Jornalista (7).

A instituição apresenta quatro cenários hipotéticos de onde estará o jornalismo no Brasil daqui a uma década e seis estratégias possíveis para que a sociedade possa contar, ao fim desse período, com “um jornalismo íntegro e de confiança”.

Os quatro cenários, construídos pelo Laboratório de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (Lab-GEOPI) da Unicamp para o RSF, distinguem-se pelo domínio das plataformas digitais; pelo fortalecimento do jornalismo; pela alta fragmentação da informação produzida e pelo fim do jornalismo.

“O futuro, provavelmente, vai ser muito mais uma mistura dos elementos dos diferentes cenários do que um cenário estanque”, explica Sérgio Lüdtke, coordenador de Projetos da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e editor-chefe do Projeto Comprova. Lüdtke participou do comitê consultivo do projeto do RSF.

As seis estratégias envolvem:

  1. tornar o método jornalístico amplamente adotado e difundido;
  2. enfrentar a desinformação;
  3. fortalecer redes de cooperação entre organizações de jornalismo e universidades;
  4. diversificar modelos de financiamento do jornalismo;
  5. investir em educação midiática;
  6. defender a regulação do jornalismo.

Desafios

De acordo com a entidade, os riscos para a comunicação virtual decorrentes da falta de clareza entre conceitos como notícia, opinião, desinformação e propaganda, em um ambiente político polarizado, fazem parte da atualidade e influenciam toda essa construção.

A isso se soma o fato de as pessoas alimentam suas convicções a partir do que acreditam ser realidade, de acordo com o conteúdo selecionado pelo algoritmo da rede social.

 “O método jornalístico é um elemento central de apreensão da realidade e do debate público, que está no cerne da qualidade democrática”, resume Artur Romeu, diretor do escritório do RSF para América Latina, na apresentação do relatório.

Plataformas digitais

Para Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, o futuro aponta para o cenário de domínio das plataformas digitais.

“Desde os grandes veículos [de comunicação] até a chamada mídia independente alternativa, todos necessitam escorar sua produção jornalística pelas plataformas digitais.”

Segundo ela, que também atuou no comitê consultivo, o jornalismo é refém da política de algoritmo dos meios digitais. “Essas [plataformas] são controladas por empresas multinacionais com total opacidade da sua política algorítmica.”

De acordo com o diretor do escritório do RSF, Artur Romeu, o jornalismo passa a operar dentro das regras que são cada vez mais arquitetadas por essas grandes empresas.

“[O jornalismo] torna-se dependente dos canais de distribuição das plataformas digitais, na medida em que cada vez mais pessoas consomem notícias e informação através dessas plataformas.”

O efeito da “plataformização” é a desvalorização do jornalismo. Essa se deu quando passou a competir “de igual para igual com a desinformação e com a propaganda, e passou a ser vista como mais uma narrativa”, acrescenta Sérgio Lüdtke.

Ele acrescenta que o uso de inteligência artificial pode agravar o esvaziamento da profissão e substituir jornalistas nas atividades de apuração e escrita.

Outros riscos

Além do domínio das plataformas digitais, outros riscos foram apontados, como o ambiente político altamente polarizado; a histórica concentração de mídia no Brasil; o baixo letramento midiático e a insuficiente escolaridade da população.

Também há ameaças no dia a dia da comunicação, como a desregulamentação da profissão de jornalista; precarização e enxugamento das redações; perseguição a profissionais (principalmente mulheres); censura e autocensura de repórteres e editores; substituição de jornalistas formados por influencers; preferência por conteúdos de menor profundidade em busca de mais audiência; e, como consequência, visões segmentadas da realidade.

Informação confiável

O relatório aponta a necessidade de maior atuação do Estado como legislador do funcionamento das plataformas digitais, regulador das atividades dos jornalistas e propulsor da atividade jornalística, inclusive em cidades onde há desertos de notícia e nenhum veículo de comunicação em funcionamento.

O documento destaca a necessidade de aproximação com as universidades, tanto para atualizar a formação de jornalista diante dos cenários e estratégias traçados quanto para atuar na educação midiática.

Sérgio Monteiro Salles Filho, professor titular do Departamento de Política Científica da Unicamp e integrante do Lab-GEOPI, que elaborou o relatório para o RSF, acrescenta a possibilidade de se criar “selos” que atestem o trabalho jornalístico.

Uma indicação para quem consome notícias “de que processos de integridade e confiabilidade estão sendo respeitados” e que na matéria jornalística “teve checagem e apuração.”

“Essa não é uma agenda de jornalistas e meios de comunicação, é uma agenda da garantia do direito de cada pessoa, cada brasileiro a ter acesso à informação livre, plural, independente de confiança.”

Nesse sentido, o relatório cita, na página 18, a importância da Agência Brasil e das agências estaduais como grandes centrais de curadoria e distribuição de informação confiável, que garante acesso a fatos verificados e informações de produção humana. 

“Seus produtos detêm alta capilaridade e, assim, permitem que veículos locais e hiperlocais reproduzam decisões públicas no noticiário cotidiano das comunidades”, destaca o relatório.

O Repórteres sem Fronteiras tem escritório em Paris e funciona com 14 escritórios regionais, em todos os continentes, além de contar com uma rede de correspondentes em 150 países.

Além do Brasil, estudo semelhante foi feito na França. “Os resultados não são tão diferentes assim. As possibilidades de futuro, que estão colocadas, estão atravessadas pelos mesmos imperativos do presente”, compara o diretor do escritório do RSF para América Latina, Artur Romeu.



Source link

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Trending
  • Comments
  • Latest
RONDONÓPOLIS CLAMA POR SOCORRO: ONDE ESTÁ SEBASTIÃO REZENDE?

RONDONÓPOLIS CLAMA POR SOCORRO: ONDE ESTÁ SEBASTIÃO REZENDE?

O NORTE ESQUECIDO: SEBASTIÃO REZENDE IGNORA O GIGANTE DE MATO GROSSO!

O NORTE ESQUECIDO: SEBASTIÃO REZENDE IGNORA O GIGANTE DE MATO GROSSO!

SUS passa a oferecer teste rápido de dengue

SUS passa a oferecer teste rápido de dengue

Em dez anos, Complexo da Maré teve 160 mortes em operações policiais

Em dez anos, Complexo da Maré teve 160 mortes em operações policiais

The Legend of Zelda: Breath of the Wild gameplay on the Nintendo Switch

Shadow Tactics: Blades of the Shogun Review

macOS Sierra review: Mac users get a modest update this year

Hands on: Samsung Galaxy A5 2017 review

Estado de SP confirma mais duas mortes por febre amarela

Estado de SP confirma mais duas mortes por febre amarela

“É um caso de polícia”, diz Lula sobre relação entre Flávio e Vorcaro

“É um caso de polícia”, diz Lula sobre relação entre Flávio e Vorcaro

Lula defende proibição de inteligência artificial nas eleições

Lula defende proibição de inteligência artificial nas eleições

STF apura emenda parlamentar para produtora de filme sobre Bolsonaro

STF apura emenda parlamentar para produtora de filme sobre Bolsonaro

Popular Stories

  • RONDONÓPOLIS CLAMA POR SOCORRO: ONDE ESTÁ SEBASTIÃO REZENDE?

    RONDONÓPOLIS CLAMA POR SOCORRO: ONDE ESTÁ SEBASTIÃO REZENDE?

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • O NORTE ESQUECIDO: SEBASTIÃO REZENDE IGNORA O GIGANTE DE MATO GROSSO!

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • SUS passa a oferecer teste rápido de dengue

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Em dez anos, Complexo da Maré teve 160 mortes em operações policiais

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Lula inaugura nova unidade da UFABC em Santo André

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
Rondonópolis de Fato

© 2026

  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact

No Result
View All Result
  • RONDONÓPOLIS
  • MUNDO
  • BRASIL
  • POLÍCIAL
  • SAÚDE
  • POLÍTICA
  • CUIABÁ

© 2026